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Dois edifícios em mármore sustentam relações de memória com a envolvente. O aqueduto, a muralha e a fortaleza de Santo António, são as presenças de maior significado.

Importa falar na espessura, no peso, na intemporalidade, naquilo que resiste ao tempo, talvez esta seja uma noção de clássico, mas clássico como essência, que fica, que escava que se constrói com a terra, e que faz parte da terra.

Contrapomos ao granito das preexistências o mármore em bruto, construído em alvenaria com todos os desperdícios de Estremoz, apenas tem que ser branco e de espessura constante, o comprimento será variável.

A mesma forma pesada e permeável do edifício B, é invertida no edifício A mais compacto e fechado em si mesmo. O edifício B funde-se com o aqueduto, o edifício A recorda-nos a muralha. Ambos constroem a nova avenida, são o sentido do urbano.

Pela compreensão topográfica do lugar, os corpos a poente escavam o terreno e criam uma serie de pátios ou lugares de encontro. Esta intenção morfológica atenua o impacto com a envolvente. Sentindo-se que aparentemente se construiu menos, com mais para descobrir.

Estes edifícios acontecem em Évora procurando o anonimato, são talvez formas por onde se pode entrar com grande naturalidade colocando a universidade na vida da cidade, convidando a cidade a entrar e construindo a própria cidade.

Centro Universitário de Artes e Humanidades, Évora - Concurso Público Internacional

 

Ficha Técnica

Promotor – Câmara Municipal de Évora

Arquitectura – Paulo Tormenta Pinto

Colaboração – Andreia Morais e Luís Miranda

Estrutura – António Luís Carvalho Vieira

Águas e Esgotos – Mário Rodrigues

Gás – António Miguel Portal Claudino

AVAC – António Miguel Portal Claudino

Segurança e Electricidade – Fernando Manuel da Graça Baptista

Telecomunicações – Fernando Manuel da Graça Baptista

Projecto/Construção – 2000

Localização – Porta de Aviz, Évora

 

 

 

 

 

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